quarta-feira, 24 de março de 2010


Sobre o livro de Ayaan Hirsi Ali
Somali de nascimento, mas cidadã do mundo. Li sua autobiografia dias atrás, intitulada "infiel" e, confesso que fiquei pasmo, tamanha sua coragem e amor por seu povo. Ao chegar à Europa como refugiada, após viver na Somália em meio a uma guerra civil, ser muçulmana praticante, mutilada sexualmente, discriminada e levar várias surras, conseguiu sua cidadania e se tornou deputada na Holanda.
Determinada arrancou forças do mais profundo da alma e, gritando ao parlamento daquele país, disse que necessitava libertar as mulheres maometanas da fortíssima prisão que as dilaceravam todos os dias.
Parabéns Ayaan, você é especial! Confesso que depressa recorri ao google, para ver suas fotos e conhecê-la melhor, seu carisma me emocionou. Vi uma foto sua de terninho (como dizem as mulheres) e, uma de suas mãos a cintura a falar, creio eu, na liberdade que seu povo necessita.
Um dia quero conhecê-la, olhar em seus olhos, apertar suas mãos e após abraçá-la lhe dizer: Ayaan, o mundo precisa mesmo de pessoas iguais a você!


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Palavras de um leitor


Publico abaixo as palavras de um novo leitor, que muito me emocionou:


"Bom dia Marcelo, meu nome é Adilson e resido em São José dos Campos-SP . Resolvi enviar este e-mail e dizer que acabei de ler seu livro, agora são 05h00min e, estou no trabalho. Gostei muito da História de Pietro e sua amada, parabéns pelo livro.

Houve vários momentos em que meus olhos encheram de lágrimas, essa emoção torna mais gostosa a leitura. Nos momentos em que você cita JESUS a emoção aumenta, pois adoro esse homem DEUS. Deparei-me lendo um livro e a Bíblia ao mesmo tempo, lembrei-me de outro livro que li "Cavalo de Tróia de JJBenitez", acredito que você conheça.
Na verdade o livro que acabei de ler pertence a minha filha, ela ganhou de um amigo e ainda não leu, tenho certeza que ela ira gostar também, Um abraço."


Obrigado Adilson, Deus o abençoe e lhe guarde e, também a todos que ama. Um forte abraço.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Na Fazenda Garrafinha


Fiquei ausente durante estes 5 meses, em decorrência de problemas de saúde e, volto a escrever, pois é algo que amo do mais profundo da alma. Transcrevo uma pequena viagem que fiz em maio do ano passado.

"Na Fazenda Garrafinha com o amigo Milton Oliveira, onde seu pai é administrador.
Pude ver a ordenha do rebanho de vacas, subi nos montes e ao observar a bela paisagem de Cabreuva me deliciei com o lugar. Vi o preparo do queijo pela esposa do seu Benedito (pai do grande Milton), e o quanto ele é querido e respeitado na região.

Quando estávamos vendo a ordenha dos animais, chegou uma moça e seu pai montados em dois belos cavalos. Assim que desceram iniciamos uma boa conversa com a jovem, que nos relatou estar cursando a faculdade do último ano de letras. Lhe perguntei quem era seu escritor preferido, Paulo Coelho, me respondeu ela e, querendo saber sobre o meu, lhe respondi que eram vários mas disse gostar de José Saramago, o que ela me respondeu, não o conheço, fiquei atônito e pasmo.

Já na volta bastante satisfeito com a graciosa viagem, as estrelas nos acenavam e a lua parecia estar muito próxima e bela. No decorrer da estrada o velho rio Tiête ainda muitíssimo poluído que pena, matava bastante da abundante paisagem, desejo ainda vê-lo limpo a deslizar por ali. Voltei a ser criança por um longo e belo dia.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Um avião




Hoje à tarde ao ver um avião comercial a pousar, pude imaginar o quanto Deus estaria feliz. Afinal sua bela e importante criação o imitava no mais perfeito intelecto.

Foi capaz de criar uma aeronave que voa idêntico aos pássaros e, a mais de 10 mil metros de altura, que conduz de 100 a 300 e tantos passageiros, que se alimentam, assistem TV, lêem ou dormem no mais satisfatório conforto quando a bordo, sem terem contato com o ar exterior, que pode chegar a 50 graus negativos.

Ao assistir um programa de TV, para ser mais preciso um documentário sobre o novo Air Bus A 380, o maior avião de passageiros já inventado, foi preciso recorrer a uma águia e sua maneira natural de planar, para desenvolverem nas extremidades das asas do avião uma espécie de elevação vertical, pois sem isto nas pontas das asas, criava-se um redemoinho que aumentava a turbulência em ponta de asa, dificultando o voo e aumentando a resistência do ar. Com os elementos verticais colocados nos extremos das asas , os aviões se tornam mais aerodinâmicos e reduzem o consumo de combustível. Ao estudarem as asas daquele animal, e com câmeras de vídeo acopladas em seu corpo, notaram que ele levantava suas penas nas extremidades facilitando o seu voo. Um grande sucesso criado por Deus muito antes que o homem sonhasse em existir.

Sim, Deus sabia disso ao criar o homem, mas o homem não entende que sem o seu criador ele esta perdido e só.

sábado, 15 de novembro de 2008

A Incrível Viagem de Shackleton




Há pouco tempo li o livro "A incrível Viagem de Shackleton", uma história fantástica lida por Amyr Klink o grande navegador solitário, em sua infância e, que segundo ele lhe impressionou muito.

O livro narra a fascinante viagem de Shacketon, brilhante navegador que no verão de 1914 ao realizar uma expedição pelo continente antártico, vê sua embarcação "o Endurance", ficar preso nas geleiras e ser arrebentado por ela e após ganhar o fundo do mar gelado.

Através dos diários e entrevistas com alguns membros da expedição, o autor reconstrói os meses de ansiedade e trabalho duro que a tripulação do Endurance enfrentou. Com recursos escassos, seu desafio de sobrevivência era imenso. Em uma narrativa fascinante, ali é descrito como Shackleton conseguiu, após dois anos de início da viagem, que todos retornassem com vida para casa.


Vale a pena ler esta fantástica aventura nos mares gelados do fim do mundo. A incrível Viagem de Shackleton de Alfred Lansing, editora Sextante, 346 páginas. Fica registrado a dica.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Poesias


Ao ler as poesias de Márcia Matos, tive a sensação de estar de volta aos bons momentos da vida que passei. Escolhi entre as melhores, duas poesias para deixar registrado aqui no blog. Poetisa de extrema sensibilidade e garra com as palavras, tive a honra de conhecê-la pessoalmente. Segue então meu apreço.





Embarcação



Avisto na praia

O cão que me aguarda na areia



Com patas frias caminha no escuro da água

Longe de deuses e espinhos



As cabeças dos homens dispersam o ar

E temperam a terra



venho pelo mar, debaixo de estrelas

trago na mala ecos e objetos



Que foram embrulhados na véspera

Alguns deles se quebraram, outros resistem



A maresia tinge o ar dos pulmões

Mas não reluto contra a ferrugem da viagem



Aprecio a umidade nas mochilas

Eu mesmo sou muito úmido



O consaço me ascende um cigarro

E sento na outra ponta do barco



Nuvens carregam discussões

Que os homens não terminaram



transbordam as ruas e retornam ao mar

Até a luz do outro dia



Lanço a âncora no sal

E aguardo o fim da madrugada



Os cães sempre nos esperam

Molhados ou feridos





Nota de Viagem



Viajar é um estado de visitar pela primeira vez

o seu, ou o olhar de um outro

Quer num livro, numa tela ou nos ouvidos

Sem se apoiar em qualquer premissa

E tudo que não é viagem é hábito



Uma arrogância a solidão:

esse hábito de achar que se conhece tudo o que viu



Quando viajo à Bolivia

olho um homem boliviano

para contar aos amigos como ele é

E não é um boliviano, um homem que nasce na Bolívia

É um homem que eu parei para olhar

porque nunca o tinha olhado antes

com meus olhos não-bolivianos



Não olhar para os relógios

Nem insistir no previsível

Erguer o sol por entre os cílios

e delimitar o tamanho do vão até a porta

pelo desejo de ver a rua


Em viagem

a semana pode caber úmida numa caixa de figos

E a luz chegar primeiro que a fome

derramando suas sementes



O preço da gasolina sempre sobe

E em viagem é sempre melhor

andar a pé a economizar os hábitos,

ocupar das poltronas a parte ensolarada das janelas

já que a luz cochila os olhos viciados



Há prazer numa conversa anônima em fila de supermercado

E em viagem é bom esquecer os plásticos no balcão

e transportar nos braços a medida do que se pode carregar

Em viagem, a chuva inunda dentro da roupa o corpo recém-chegado

E ouve-se o trânsito parar no farol, enquanto cruzamos as paralelas







Márcia Matos nasceu em São Paulo (1978) e graduou-se em Psicologia. Cursou Psicanálise Lacaniana e por 4 anos trabalhou em ONGs, desenvolvendo projetos de arte-educação em escolas públicas. Cursou Criação Literária na AICinema-SP e hoje é assistente do curso.