sábado, 2 de dezembro de 2017

02 dezembro 2004

 
     Hoje completa-se 13 anos que iniciei minha jornada como escritor profissional.
     Grande desafio estava a me chegar aos ombros e assim foi. Desde aquele dia 02 de dezembro de 2004 na Livraria Cultura com o lançamento de meu livro "As Montanhas", vi pela frente um caminho árduo e intenso de palavras, frases e textos, personagens e enredos, musicas e tempos e me lancei em um abismo profundo e confesso, ainda não saí de lá. 
     O retorno do que iniciei quase imperceptível, se não fosse algumas poucas pessoas, entre elas minha amada esposa Juliane e Rita de Cássia a irmã caçula, estaria praticamente só, exceto por me preencher a alma por completo. Faço uma referência a meu pai Francisco e minha mãe Iraci Maria, que me deram tudo, a vida, a esperança, o estudo e as emoções para que pudesse chegar até aqui, mas em primeiro de tudo, Deus, por meio de Jesus Cristo meu Senhor e Salvador, que me tirou da escuridão do infinito e me devolveu a vida que tanto necessitava, obrigado meu Deus.
     Até breve... 
  

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Professor Lucas para A Penúltima Fronteira


      Esta semana ofereci de presente a Lucas, meu professor de teologia na Faculdade FTT, meu livro “A Penúltima Fronteira”. Ele observou o livro com cuidado e admiração dizendo-me: Rapaz é para mim uma honra... Ao qual lhe respondi compartilhar o mesmo sentimento.
     Abriu o livro na primeira página e viu ali o oferecimento que lhe prestava, disse também: já tem também dedicatória... Apertou-me a mão e agradeceu com gentileza, em seguida informou à turma que leria a obra ali exposta em suas mãos, abriu-lhe aleatoriamente na página 167 e leu um capítulo inteiro, para alegria e satisfação do escritor que vos escreve. Naquele momento como há tempos não me sucedia, lembrei-me de quando escrevia o livro com um grande desafio pela frente.

     Com o gesto do professor, disse para minha esposa Juliane, tive um momento bastante importante naquela semana, um tempo de reflexão e atitudes, o trabalhador necessita ver o resultado de seu esforço a lhe brindar os olhos, obrigado professor Lucas, você tirou de mim o melhor que tenho: o esforço e perseverança, pois, que ser escritor no Brasil é tarefa das mais difíceis que se possa imaginar, o mesmo digo ao que leciona, não é um trabalho e sim uma arte, falo por mim, que alcancei excelente retorno em suas aulas para minha vida, Deus te abençoe meu irmão. Apenas para registro. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Poema Português



Poema Português

Sinto uma alegria
Da língua que falo, da mulher que escolhi para amar e do meu trabalho
Das pessoas e do conforto de casa
Da minha terra Brasil
A alegria fala de resgates da memória
a infância sonolenta
De nunca mais a frente ser só
Alegria na língua que ganhei quando criança
E querer tanto saber usá-la
Imputa-me dignidade
mas temo o medo de ser disforme e maltratada em mim. Não me falar
Essa escassez de palavras a trancar-se nos porões de minha alma...
Alegria de seus dizeres
do barroco seu, beleza infinita
que atravessou o oceano a banhar-se e temperada de sal, os índios lhe causaram frenesis
Meu pai e minha mãe me falavam por ela
ainda me falam nas lembranças...
Essa linguagem que o divino Deus a construiu, óbvio
Caro Crátilo o belo é mesmo difícil...
Ao final da vida meus cabelos a pratearem
Juliane a esposa a me recitar um poema
aguardo por esse dia
a aprender ainda Português


RobertoMarcelo

domingo, 20 de agosto de 2017

Cora Coralina 128 anos


[O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.]

Aniversário de seu nascimento, a grandiosa poetisa goiana que deixou seus versos para o mundo todo. Parabéns Cora por seu legado, pois naquele 20 de agosto de 1889,  nos presenteava com os seus mais belos sentimento.

terça-feira, 21 de março de 2017

21 de março dia mundial da poesia

Adélia Prado 

Neste dia deixo três poesias registradas: Ensinamento de Adélia Prado, Difícil ser funcionário de João Cabral de Melo Neto e A casa de Pensão de Roberto Marcelo.

Ensinamento

Adélia Prado 


Minha mãe achava estudo 
a coisa mais fina do mundo. 
Não é. 
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. 
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, 
ela falou comigo: 
"Coitado, até essa hora no serviço pesado". 
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. 
Não me falou em amor. 
Essa palavra de luxo.


Difícil ser funcionário
João Cabral de Melo Neto

Difícil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho.

Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas,
E outros não-fazeres.

É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores.

Eu nunca suspeitara
Tanta roupa preta;
Tão pouco essas palavras —
Funcionárias, sem amor.

Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas;
Há uma garrafa de tinta
Que nunca bebeu álcool.

E os arquivos, Carlos,
As caixas de papéis:
Túmulos para todos
Os tamanhos de meu corpo.

Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança

Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis.
Se os pudesse encarar...
Fazer seu nojo meu...

Carlos, dessa náusea
Como colher a flor?
Eu te telefono, Carlos,
Pedindo conselho.

A casa de pensão
Roberto Marcelo 


Não vejo meu pai
Nem meus pés
Os devaneios todos acorrentados em cordinhas de varal
Eu vivo no último bastião
No meio do peito uma solidão a me torturar
O chão repleto de coisas
Neste mesmo chão uma antípoda desejando-me saída
Não saio
As portas se abrem
Abrem-me
Águas para todos os tamanhos de meu corpo
Pobreza dividida
Miseráveis migalhas
Miseráveis que somos todos
Nos olhos vejo arrastar-se uma intifada
E meus gritos de socorro
Inúteis
O velho, o comandante e velhos tangos
Falou, me disse:
 É a casa de todos
É a casa de um qualquer
É a minha casa
A casa de pensão!

quinta-feira, 16 de março de 2017

A mulher cananéia

    A mulher tem a compreensão sobre a lei dos judeus, suas práticas e crenças. Por certo ouviu dizer sobre o Messias esperado por seu povo, pois chega ao ponto de chamá-lo "filho de Davi". Ela tem um problema sério social e de saúde, agravado pelo fato de ser sua filha acometida de um mal avassalador e tudo o que havia aprendido sobre a lei, perdeu sua devida importância e a ética que reina em seu coração é apenas a cura da filha, pois a ética transforma-se em fé.
    Os discípulos do mestre queixam-se para que ele logo a mande embora, a mulher não esta sendo ética e não se encontra a altura deles, que pensam merecer a atenção de Jesus, logo ela que vem gritando atrás deles como uma desesperada. 
    Em Jesus, percebo que procura provocá-la, no sentido de querer arrancar o melhor da mulher, sua virtude, fé e seu amor e quando a mulher o faz, referindo-se as migalhas, pois humilha-se quando Jesus lhe é ético fazendo-se cumprir a lei e o propósito do messias. Seus discípulos enxergam na mulher um enorme problema, porém Jesus encontra um meio de amá-la e respeitá-la.


sexta-feira, 3 de março de 2017

Chiquinho

Francisco Pereira dos Santos foi meu pai. Nasceu no estado da Paraíba, na cidade de Solânea, antiga Vila de Moreno, cidade que teve seu nome inspirada nas Solanáceas um tipo de fruto encontrado em abundância naquela região, distante da capital João Pessoa aproximadamente em cento e quarenta e cinco quilômetro no dia cinco de junho de mil novecentos e vinte oito, por curiosidade foi registrado apenas em doze de maio do mesmo ano, costume cultural dos cidadãos daquela cidade.
Teve uma infância difícil, trabalhou na roça, dois vícios que lhe acompanharam por anos a fio, o cigarro e a cachaça, o amor profundo por sua mãe Maria Olivia da Conceição, os irmãos que o respeitavam e o pai que quase não falava sobre ele e, estudou até a segunda série do antigo primário. Aos dezoito anos partiu para João Pessoa e de lá apanhou um navio e rumou para São Paulo, à terra que adotou e sempre dizia: deu-me tudo que tenho. Chegou à terra da garoa em meados de mil novecentos e cinquenta, foi morar em uma pensão, como já escrevi em uma poesia, o último bastião, andou de bicicleta e de bonde, assistiu pela primeira vez a Luiz Gonzaga em um televisor, tocou sanfona e gaita, teve alguns amigos, conheceu Iraci Maria e casaram-se, tiveram cinco filhos são eles: Terezinha Maria, chamava-lhe dona Tereza, Maria Lucia, dá mesma forma Dona Maria, Solânia que lhe deu o nome de sua cidade natal e chamava-lhe por Dó, Rita de Cássia, também dona Rita e este que lhes escreve, Roberto Marcelo ou apenas Tché.
Francisco aos quarenta e quatro anos em decorrência do vicio em cachaça, o desemprego que lhe surrou e o desequilíbrio emocional, tentou o suicídio. Conta que no dia três de dezembro de mil novecentos e setenta e dois, subiu no parapeito da velha ponte Vila Maria e tendo a intenção de jogar-se dali, ouviu a voz divina de Deus, a lhe encorajar que não o fizesse e, retornou para a via, conseguiu um emprego que seguiu até a aposentadoria e nunca mais bebeu novamente.
Pela vida criou os filhos a distância, já que vivia mais no serviço que em outro lugar, sem férias ou folgas entregou-se a Selmec seu mais precioso trabalho, trazia os lanches que ganhava de madrugada no emprego, para casa e a família que por vezes não tinha o desjejum pudesse comê-los pela manhã, por vezes a esposa o alertava: Chico não teremos nada para comer no dia de hoje e o velho Francisco entregava a marmita que levaria ao trabalho, depositava nas mãos da mulher para que os filhos pudessem comer aquele alimento tão importante, e Iraci lhe questionava: e você o que comerá? Respondia a mulher, eu me viro Iraci, e com sua pequena bolsa de tecido partia para a labuta.  Desistiu do mar, bebeu café, viajava de trem todos os dias, era um exímio prensista, os irmãos o visitavam em casa, perdeu dois dos dedos da mão direita em uma prensa na empresa, e passou a ajeitar os óculos com os três dedos que lhe restaram, detestava as greves dos metalúrgicos que o impediam de ir ao trabalho, um dia, dizia ele, que olhou para o céu com sua cara pegadora e disse a Deus: não fumo mais e jogou os cigarros que portava ao lixo para nunca mais os adquirir, aposentou-se e nunca mais teve patrão.
Um dia ao chegar em casa o encontrei carpindo o terreno baldio ao lado, perguntei-lhe: o que faz ai pai? Ele respondeu-me: vou plantar algumas coisas... Meses depois ali havia milho, chuchu, mandioca... Perguntei-lhe: onde aprendeu a plantar assim? Ele me respondeu, quando era moço em minha cidade natal o fazia como faço agora, o autodidata não esquece o que lhe esta na vida. Houve tempo para outro acidente grave, caiu do telhado e quase perdeu a vida, mas forte como era prosseguiu, agora com a perna da fratura mais curta que a outra, mesmo assim com o apoio de uma bengala retornou suas caminhadas pelas ruas da velha Itaquera. Chiquinho era o nome que escolhera para o chamarem com carinho, inventou palavras e nomes como: quem tem com que me pague não me deve nada, cherengo dengo, Zé Borunga, Borito, réve nigh ninh flith, macaco é dezessete e o rabo é pra trás, estou com a cachorra, tudo azul, nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio, risca o fósforo taca fogo e sai de perto, isso é qualidade de gente? Com a mão direita sem os dedos a lançava para trás e dizia: não vem hoje! o estudo e a musica nunca acabam...
No ano de dois mil e três, eu possuía um aparelho de telefone celular, e o toque que identificava chamadas recebidas era de uma música linda que por mais que me esforçasse não conseguia identificá-la, se fora modificada eletronicamente. Certo dia, ao conversar com um colega de sala no curso de jornalismo, coloquei o toque para ele ouvir, a saber, se ele conhecia a tal musica. Ele me disse que procurasse por um amigo dele em um sebo no centro da cidade e fui. O amigo identificou a música sendo de Johann Sebastian Bach – Tocata e Fuga em Ré Menor. Anos mais tarde, ao presentear meu saudoso pai com um DVD do mestre Sivuca, assisti junto de Chiquinho o grande sanfoneiro tocar Tocata e Fuga em Ré Menor em sua sanfona mágica e pensei: A vida é mesmo uma grande busca!


Já no final da vida foi perdendo seus amores, a mãe falecera na cidade natal paraibana, e assim foi sendo Luiz Gonzaga, Ayrton Senna, a esposa Iraci, os cunhados e irmãos e por fim Sivuca o grandioso sanfoneiro. Nasceram-lhe os netos, teve vitiligo, cozinhava para si, foi morar com a filha que mais amava, em cirurgia arrancaram-lhe a vesícula supurada, a perna e, partiu. Mas antes da partida para o mundo dos espíritos, ainda no leito da morte teve a maior decisão que um homem deve conceber. A filha Dó lhe fez o apelo e ele aceitou o grande Salvador, o Cristo bendito, O Senhor Jesus, o rei e, assim pode partir em paz a encontrar aquele que o salvara. Apenas para registro.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Querida presidenta



Giulio Sanmartini
A “doutora presidenta”, vem se atrapalhando com a “última flor do lácio” (*). Umas vezes por infantil prepotência e outras pela mais crassa ignorância.
Como paradigma de sua prepotência, pode ser citada sua teimosia em ser chamada de presidenta, a ponto de exigir que o  Diário Oficial da União adota-se esse triste neologismo  nos atos que provenham de seu gabinete.
Sobre esse barbarismo, escreve com muita proficiência Hélio Fontes em “Olha a vernácula”, vejamos: “No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante.
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não ‘presidenta’ , independentemente do sexo que tenha.
Se diz capela ardente, e não capela ‘ardenta’ ; se diz a estudante, e não ‘estudanta’; se diz a adolescente, e não ‘adolescenta’; se diz a paciente, e não ‘pacienta’.
Um bom exemplo pelas regras do novo português requeridas pela ‘presidenta’ seria: ‘A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta.
Assim ela pareceria mais inteligenta e menos jumenta”.
A ignorância da semântica foi praticada nesse dia 25/6. Ela estava recebendo, no Palácio do Planalto, atletas brasileiros que vão disputar os Jogos Olímpicos de Londres, quando um jornalista perguntou-lhe se “o PIB merecia medalha”.
Ela, num raro momento de bom humor, respondeu: “Vocês vão ver só se não (merece). A gente está só no esquentamento”., disse ela, erguendo os braços como quem levanta pesos.
Precisaria que algum assessor explicasse da dona Dilma, que aquecimento é a série de exercícios ligeiros feitos antes de qualquer desempenho atlético. Agora esquentamento é a doença gonorréia. Talvez tenha até lógica, pois o contribuinte por ser tão sodomizado pelo governo possa ter contraído essa doença venérea.

Presidenta, segundo o "Aurélio", é "mulher que preside ou mulher de um presidente", distinta de presidente, que é "pessoa que preside" ou "o presidente da República". O "Houaiss" fala em "mulher que preside (algo)" ou "mulher que se elege para a presidência de um país" para definir presidenta e, para presidente, em "título oficial do chefe do governo no regime presidencialista" -substantivo de dois gêneros. A forma tradicional, comum de dois gêneros, não tem nenhum sentido discriminatório. Mas presidenta tem mais um peso político que linguístico.
Professor e presidente da Vestcon, Ernani Pimentel diz que "presidenta" pertence às palavras "andróginas, hermafroditas ou bissexuadas", como "pianista", "jovem", "colega", comuns de dois gêneros. Terminadas em -nte (amante, constante, docente, poluente, ouvinte...), não usam o / a para indicar gênero. O fator linguístico a limitar essa "androginia", tornando a palavra só masculina ou feminina, é o artigo ( o amante, a amante); o substantivo ( líquidoou água poluente); o pronome a ela ligado ( nosso ou nossa contribuinte). Ao oficializar "presidenta", diz Pimentel, arrisca-se a "despender energia", criando "amanta", "constanta", "docenta", "poluenta", "ouvinta"...

  A palavra presidente deve ser aceita como descrita, já que não remete ao masculino ou feminino, percebo uma palavra neutra e que necessita do artigo adequado para lhe indicar o sexo de quem a usa, por favor não queremos também ter um presidento! Os textos acima acalentam-me o que penso, ontem durante a votação pelo afastamento ou não "da presidente", trocaram o termo doloroso ao ouvido por "tchau querida", o substantivo masculino interjetivo italiano bem certo deu mais requinte aos diálogos dos esfomeados deputados.
  Não sou um especialista da língua, apenas um usuário que lhe quer bem.
Roberto Marcelo

terça-feira, 29 de março de 2016

Minha grande lição

   A manhã de sábado surgiu ensolarada, era o dia 5 de março de 2016 e, como sempre cheguei atrasado para a aula de filosofia, por sorte muitos se atrasaram também o professor.
   As aulas se seguiram, professor Fabio com a Filosofia e Professor Leonardo enfoca o livro de Jó, em seguida o devocional, o professor Vinicius usando palavras como navalhas precisas às dava sentidos no seu falar suave, após veio o almoço com os amigos e na sequencia o professor Emmanuel e suas aulas de história da igreja que nos faz voltar ao tempo dos pioneiros. Por fim entra em sala o professor Franklin Dantas descontraído e provocador como sempre e, é então que uma das mais belas aulas que já assisti se deu.
Havia uma discussão sobre ética em sala, se de fato Jesus o Cristo quanto lhe apresentaram uma mulher apanhada em adultério deveria ou não ser apedrejada como mandava a lei da Torá judaica. Alguns dos colegas diziam que Jesus não foi ético e outros afirmavam que sim, ele havia sido ético, e a discussão seguiu-se, até que o mestre levantou-se e dirigiu-se até o quadro na parede e ali começou a esboçar uma ideia da racionalidade de Jesus e o quanto ele fora ético e no meio das muitas palavras o professor Franklin começou a chorar.
   Os anos noventa também me marcaram de forma significativa, li um livro que jamais saiu do meu coração, A última grande lição de Mitch Albom. Narra o livro que Mitch no dia de sua formatura ao presentear seu velho professor Morrie Schawartz com uma pasta que continha as iniciativas do nome de seu mestre, Morrie passa a chorar copiosamente. E desde então esse livro me tatuou, não em decorrência das aulas de conversação que tiveram sobre a vida humana e suas realizações, mas pelas lágrimas do professor a seu aluno.
   Frequentei as cadeiras de ensino durante 47 anos, o antigo primário, o ginasial, o colégio onde tive excelentes professores, frequentei duas escolas militares pesadíssimas, um curso de instrumentador em cirurgias periodontais, dois cursos de enfermagem, bacharelei em jornalismo e sempre a pensar na cena de Mitch e seu professor Morrie a lacrimejar, nunca havia experimentado tamanha grandeza, mas a vida nos leva por caminhos inexplicáveis e, por fim hoje mais uma vez sentado na cadeira de ensino com todo prazer que me é possível, aprendo teologia em um curso de caráter superior, conheci o professor Franklin Dantas que me provocou, ensinou, e neste sábado inesquecível chorou e fez-me, a alma, também chorar, dizia ele com a voz embargada pelo momento: Jesus mandou que cumprissem a lei, mas decretou que atirasse a primeira pedra aquele que ali não tivesse pecado algum. Os malvados homens se retiraram um a um e nas palavras do professor Dantas, mesmo quando uma pessoa esta condenada à morte, Jesus encontra um meio de salvá-la da pena capital, que com um cuspe, um dos mais nojentos excrementos humanos ele dá visão ao cego. Inaudito e egrégio.
   Via meu mestre a explicar uma atitude tão bela de seu mestre maior e eu enfim, experimentei a tamanha grandeza e libertei-me do livro a Última grande lição, para escrever a minha própria história na rapidez dos meus dias e preencher um coração que necessita amar, este amor tão nobre do Cristo libertador.   

terça-feira, 22 de março de 2016

A Bélgica Chora



Meus mais profundos sentimentos pela Bélgica, por Bruxelas e por todos Belgas espalhados pelo mundo, choro com vocês, por essa lamentável tragédia, em decorrência de uma causa desnecessária, assassina e desumana, que tirou a vida de pessoas inocentes. 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Rita de Cássia uma contadora de histórias


 No dia treze houve um pouco de tudo, o General Costa e silva viajou ao Japão, Pelé também era garoto propaganda dos Dropes Ducora, enquanto via o rebento de sua filha Kelly Christina.
 E mais, Índia, Canadá e Polônia estudavam a paz no sofrido Vietnã, o passe futebolístico do grande Garrincha estava à venda, o possível local de sepultamento do mestre Jesus em Jerusalém estava em obras, o cruzeiro estava no céu quanto na moeda brasileira, MEC liberava quinze bilhões e trezentos milhões de Cruzeiros para educação nos Estados, e por falar em economia, um dólar equivalia a dois mil e duzentos e treze cruzeiros, ou seja, pouco mudou. Maria Della Costa voltava ao seu teatro como comediante, o jornal a Folha de São Paulo chegava a sua edição número treze mil e setecentos e vinte e cinco e a temperatura era agradável, não chovia e oscilava entre dezessete a vinte e sete graus.
 Neste mesmo dia treze, também aconteceu um fato importante para uma família pobre chegada a pouco tempo do nordeste brasileiro, nascia sua filha de número quatro, Rita de Cássia dos Santos. Nasceu na cidade de São Paulo no mês de Janeiro de um mil e novecentos e sessenta e sete, na antiga maternidade Nossa Senhora da Conceição no bairro do Brás, mais conhecida como Hospital Vinte e Um de Abril, nome da mesma rua de sua fundação, hoje já extinta, a rua permanece por lá! Penso que os hospitais e as escolas jamais deveriam encerrar suas funções. Filha de Francisco e Iraci, assim que nasceu prematura em decorrência de uma depressão que sua mãe vivia, já que perdera o pai para um enfarto sete dias antes. Durante o parto Rita foi arrancada a fórceps e teve sua Clavícula quebrada, depois de alguns dias internada, chegou a sua casa no bairro de Itaquera toda enfaixada, as irmãs curiosas queriam lhe cuidar, porem sua tia Maria Helena se apaixonou por ela e não permitiu que as irmãs lhe tomassem no colo, Maria Helena o fez e mais , presenteou, lhe forneceu tudo de que necessitava e esteve do lado da menina, enquanto a mãe recuperava-se. Esse carinho seguiu-se até a morte de Maria Helena há alguns anos atrás.
 Rita Cresceu, estudou em escola pública, quando de férias das aulas, ela e o irmão caçula junto com funcionários lavavam todas as salas de aula sem receberem nada por aquilo, apenas como gratidão de poderem frequentar as cadeiras de ensino. Ao quatorze anos iniciou-se no trabalho, casou-se e teve um filho, ao qual deu-lhe o nome de Roger Alexander. Cursou ensino superior em letras e se bacharelou, conheceu o mundo em cada férias que tirava do serviço, e esteve em Abaetetuba, Paris, Londres, Lisboa, Maceió, Rio de Janeiro, Tiradentes, Berna, Bento Gonçalves, ... E por fim no ano de dois mil e quinze realizou um grande sonho fez sua pós-graduação em “A arte de contar Histórias com abordagens filosóficas, literárias e performáticas”. E no dia trinta de novembro de dois mil e quinze, Rita de Cássia alcançou o seu objetivo, se formou novamente e, em uma noite cercada por seus orientadores, amigos, as irmãs que a viram enfaixada em seu nascimento e do irmão que ainda não havia nascido no ano de sessenta e sete, fez o mais belo, contou suas histórias, que nos chegaram aos olhos de forma gratuita e bela.
 Hoje entre o trabalho no Cine SESC e suas viagens, inovou-se com seu ócio criativo, conta suas belas histórias aos moradores de rua e aos frágeis pacientes do Hospital público Professor Doutor Waldomiro de Paula em Itaquera, como todo trabalhador tem sua ferramenta, Rita de Cássia também tem a sua, a Bíblia sagrada e distribuí a eles as palavras em forma de histórias, atitude gentil, celebre coragem e coração, é isso.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O menino que só assistia por Jaqueline do Estante Alada


Jaqueline do Estante Alada, fez uma crítica sensata sobre o livro O menino que só assistia. Aproveito e deixo um grande abraço a ela e que o seu trabalho muito tem contribuído para a leitura em nosso país. Parabéns Jaqueline!








quinta-feira, 12 de março de 2015

Exposição Pablo Picasso em São Paulo



Picasso e a Modernidade Espanhola, pela primeira vez na capital paulistana, inúmeros desenhos juntos deixam a Espanha com destino ao Brasil.
CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, rua Álvares Penteado, 112 Centro
Entrada gratuita - de 25 de março a 8 de junho, das 9h às 21h.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

95º aniversário do escritor José Mauro de Vasconcelos


Hoje comemora-se o aniversário de 95 anos do escritor carioca José Mauro de Vasconcelos, autor de Banana Brava de 1942, Rosinha minha canoa de 1962, Meu pé de laranja lima de 1968, seu grande sucesso. Um viva a este grande escritor brasileiro.